Literatura
Em meados do século XVIII, escritores mineiros vivem a transição entre o barroco e o arcadismo, influenciados pelo espírito neoclássico e pelas idéias iluministas, centradas na razão, na fidelidade ao real e no princípio do progresso.
Em meados do século XVIII, escritores mineiros vivem a transição entre o barroco e o arcadismo, influenciados pelo espírito neoclássico e pelas idéias iluministas, centradas na razão, na fidelidade ao real e no princípio do progresso.
Com
Cláudio Manoel da Costa, iniciam-se as atividades literárias em Vila Rica, que
culminarão numa 'escola mineira', da qual fazem parte os poetas Tomás Antônio
Gonzaga e Inácio José de Alvarenga Peixoto.
O barroco,
no Brasil, foi introduzido no início do século
XVII pelos missionários católicos,
especialmente jesuítas,
que trouxeram o novo estilo como instrumento de doutrinação cristã.
O poema épico Prosopopéia (1601),
de Bento Teixeira,
é um do seu marcos inicial. Atingiu o seu apogeu na literatura com o
poeta Gregório de Matos e
com o orador sacro Padre Antônio Vieira,
e nas artes plásticas seus maiores expoentes foram Aleijadinho,
na escultura, e Mestre Ataíde,
na pintura.
No campo da arquitetura esta escola
floresceu notavelmente no Nordeste, mas com grandes exemplos também no centro
do país, em Minas Gerais, Goiás e Rio
de Janeiro. Na música, ao contrário das outras artes, sobrevivem
poucos, mas belos documentos do barroco tardio. Com o desenvolvimento do neoclassicismo a
partir das primeiras décadas do século
XIX a
tradição barroca, que teve uma trajetória de enorme vigor no Brasil e foi considerado
o estilo nacional por excelência, caiu progressivamente em desuso, mas traços
dela seriam encontrados em diversas modalidades de arte até os primeiros anos
do século XX.





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